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A ancestralidade espiritual e a conexão com as nossas raízes

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ancestralidade espiritual

Honrar as nossas raízes é o primeiro passo para uma vida ainda mais abundante e frutífera. Pensando nisso, preparamos um post para falar da ancestralidade espiritual, incluindo o legado de quem veio antes.

Por um lado, algumas pessoas buscam fazer o mapeamento genético da ancestralidade. Contudo, hoje vamos falar sobre a influência dos ancestrais no nosso dia a dia, em termos anímicos. Ou seja, falaremos sobre as questões da alma e do espírito.

Por isso, antes de abordar a ancestralidade espiritual, que tal fazer uma reflexão? Para tal, selecionamos um breve vídeo da Monja Coen, que fala justamente da força dos ancestrais. Segundo ela: “tudo que eu sou agora é um resultado de todas as experiências da humanidade.

5 perspectivas para entender a ancestralidade espiritual

A seguir, trazemos diferentes perspectivas para facilitar a percepção do poder ancestral na nossa vida. Afinal, não existem verdades absolutas, mas sim visões diferenciadas de um mesmo assunto. 

1. Xamanismo e ancestralidade espiritual

A sabedoria ancestral do Xamanismo se manifesta de muitas formas, desde o nascimento. Isso porque nós trazemos “lembranças” inconscientes, que remetem à nossa herança familiar. Sendo assim, a conexão com os ancestrais nos ajuda a reforçar os valores positivos e curar os padrões negativos. 

2. Budismo e ancestralidade espiritual 

O Budismo japonês é bastante conhecido pelos ritos mortuários e os altares em honra aos ancestrais. A propósito, há quem diga que essa tradição vem antes da chegada da religião no país. Em todo caso, muitos japoneses mantêm um oratório em casa para o culto diário, chamado de Butsudan.

3. Wicca e ancestralidade espiritual

O culto aos ancestrais é muito importante na Wicca, visto que eles (e elas) modificam a nossa existência. Contudo, há diferentes tipos de ancestrais para quem cultua a religião da Deusa. E todos são igualmente importantes (e sagrados) para os wiccanos: 

  • Os laços sanguíneos nos trazem os ancestrais do sangue, que são a nossa família física.
  • Já os ancestrais do coração são pessoas que amamos muito. Portanto, são a família que nós escolhemos, aquela família de consideração, sabe?
  • No caso dos ancestrais da terra, estamos falando daqueles que estiveram aqui antes de nós. Por exemplo, quem cultivou esse solo no passado.
  • Por sua vez, os ancestrais da arte são os wiccanos que já praticavam a religião. Com isso, os nomes dos Deuses jamais foram esquecidos.   
  • Em paralelo, também temos os ancestrais do espírito, que são as figuras que admiramos.  

Para resumir, os ancestrais atuam como a ponte entre os nossos desejos e os Deuses. Logo, a conexão com a ancestralidade nos ajuda a perpetuar um grande ciclo de aprendizado.

4. A ancestralidade na Umbanda e no Candomblé

Apesar de não ser uma prática comum na Umbanda e no Camdomblé, é possível identificar o Orixá Ancestral. E isso pode ser feito por meio de uma consulta de búzios, já que requer uma “investigação”. 

Por falar nisso, será muito mais fácil compreender a sua verdadeira natureza. Aqui vai um exemplo: lá no fundo, quem tem Oxum como Orixá Ancestral é uma pessoa frágil e insegura.

5. Santeria cubana e a ancestralidade

Para finalizar, vamos à Santeria cubana, que vem da nação africana Yorubá. E essa é a mesma fonte das religiões afro-brasileiras que constam no item anterior. Por isso, você vai notar muitas semelhanças entre os orixás e os orishas. 

Nesse ponto, a devoção à ancestralidade é muito característica, com destaque para a tradição oral. E alguns desses orishas são:

  • Yemayá, que é a rainha do mar;
  • Shangó, que é o orisha da guerra;
  • Oggún, que representa trabalho e força;
  • Oshún, que é a deusa do amor;
  • Babalú Ayé, que é o deus da cura;
  • Ochosi, que é o orisha da justiça;
  • Oyá, também conhecida como Yansa, que é a deusa do ar.

3 maneiras de compreender a ancestralidade espiritual

Para facilitar o entendimento sobre a ancestralidade espiritual, nada melhor do que a prática. Assim sendo, listamos 3 formas de se reconectar com o legado dos ancestrais.

1. Medicina da floresta

Com base no poder das plantas, a medicina da floresta também abrange o rapé, que vem do tabaco. No caso, a inalação desse pó desobstrui as vias aéreas e expande a consciência. 

Dessa forma, o rapé pode ajudar a curar vícios e trabalhar questões de ordem física ou emocional. Mas lembre-se de buscar alguém que saiba consagrar o rapé antes da aplicação, ok?   

2. Constelação familiar

De acordo com a teoria de Bert Hellinger, nós não somos herdeiros apenas do DNA dos antepassados. Em outras palavras, a constelação familiar nos mostra que também herdamos talentos e traumas.

Além disso, a terapia reforça a importância de reverenciar quem veio antes: pais, avós, bisavós e afins. Embora você não precise concordar com as atitudes dos seus antepassados, é essencial ter gratidão pela vida que recebeu. 

No fim das contas, nós não estaríamos aqui sem que essas pessoas tivessem existido, não é mesmo? Então, quando reverenciamos esses ancestrais, também damos valor à nossa própria vida.

3. Mapa astral

Fazer um mapa astral é como tirar uma fotografia do céu no exato momento do seu nascimento. E, depois, interpretar a posição dos astros naquele momento, bem como a conexão entre eles.

Por sinal, isso nos permite entender muitos aspectos da vida, incluindo:

  • Nossa identidade e a maneira com que nos relacionamos com outras pessoas;
  • As lições cármicas, isto é, os aprendizados que teremos durante a encarnação;
  • Os caminhos ligados à carreira, aos relacionamentos, ao dinheiro e mais;
  • A conexão com o “eu interior”, para revelar a nossa verdadeira essência;
  • O fundo do céu representa a ancestralidade humana. Nesse caso, o ângulo do mapa astral demonstra de onde nós viemos.

Por fim, conhecer a influência da ancestralidade espiritual faz parte da jornada de evolução. E, se você quiser dar continuidade ao processo de autoconhecimento, nós estamos aqui para te ajudar. Para isso, aproveite para conferir outros posts do Blog!

Até mais! 

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