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A história do Curupira que não contavam quando era criança

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História do curupira

Dia 17 de julho é dele, do Protetor das florestas. Somente lembrado no dia do folclore, a história do Curupira é suavizada até hoje e sua origem ainda causa divergências.

Tomado como lenda pelos homens brancos e uma verdade aterrorizante presente no dia a dia de muitas tribos, o Curupira é um ser poderoso.

Sua releitura na série Cidade Invisível, da Netflix, carrega muito do que não contaram para você nos trabalhos sobre folclore. Continue nos acompanhando para saber mais e boa leitura.

O que conta a história do Curupira?

Conta a história, que o Curupira, em seus raros momentos de descanso, senta à sombra de uma mangueira e se lambuza com uma manga bem madura. Entretanto, ao perceber que olhos humanos o observam, ele foge tão rápido que é possível apenas ver as folhas balançando e a marca de seus pés virados no solo macio.

É dessa forma que a história do Curupira é introduzida na vida de muitos brasileiros moradores da região amazônica. As avós não poupam detalhes: pés virados para trás, corpo pequeno e atarracado coroado por cabelos vermelhos como o fogo.

Em algumas regiões do norte do país falam que ele também pode parecer um menino, parecer um anão peludo, ter dentes afiados e verdes como a grama ou qualquer uma dessas combinações acima. De qualquer forma, os pés virados e o cabelo cor de fogo estão sempre presentes.

Protetor das florestas

A história do curupira é mais antiga que o próprio Brasil e foi relatada de forma escrita pela primeira vez pelo padre jesuíta José de Anchieta. De acordo com o texto escrito em 1560 em solo brasileiro – para ser mais exato, na Capitania São Vicente, atual litoral Paulista – havia um demônio entre os brasis (índios).

Tantos índios quanto os europeus temiam essa entidade poderosa que protegia as florestas de invasores maliciosos e gananciosos. Sendo assim, o medo era tanto, que quem precisasse adentrar um pedaço de mata precisava fazer uma oferenda. Essa oferenda tinha o que ele mais gostava: fumo e cachaça.

Sádico e torturador

De acordo com a história do Curupira mais antiga, passada de geração em geração, relata tons de sadismo e tortura. Tanta violência assim era em prol das matas, fauna e flora naturais que mereciam (e ainda merecem) ser preservadas.

Um caçador ou qualquer homem de má intenção que invadisse um pequeno pedaço de seu território verde, estava sujeito a “brincadeiras” pouco sadias.

De forma ardilosa, Curupira imita a voz humana pedindo socorro de dentro da floresta e sua vítima, desavisada, vai atrás para socorrer. Entretanto, à medida em que se aproximam, Curupira migra para outra parte mais densa da floresta, a fim de desnortear ainda mais.

Dessa forma, seu alvo fica completamente sem direção, a mercê de toda sorte de desastres, sem comida e nem abrigo. Esse era o castigo mais leve que a história do curupira falava. Acompanhe o vídeo abaixo que conta mais detalhes sobre o Curupira.

Há quem conte que, dependendo do tipo de ação que ferisse a floresta ou algum animal, Curupira se tornava mais violento. Ele fazia sua vítima se perder no meio da floresta para, logo em seguida, açoitar-lhe até que a pele descolasse do corpo.

Os índios que sobreviviam à esse tipo de tortura, contavam a história horrorizados e temiam imensamente pôr os pés novamente na floresta. Além disso, o Curupira emite gritos e assobios tão ensurdecedores que qualquer um que ouve, fica sem rumo e se perde na mata densa.

Rapto de donzelas e crianças

Essa é outra parte sombria da história do Curupira que pouco se fala pelo país. O protetor das florestas gostava de causar pânico e, eventualmente, uma criança desacompanhada que se aproximava da floresta poderia ser raptada e levada para o interior.

O mesmo poderia acontecer com jovens mulheres sozinhas que adentravam a mata para coleta de frutas e madeira. Poucas conseguiam fugir para contar a história.

Os que sobreviveram ao encontro com o Curupira, contam que só conseguiram escapar pois deram um nó bem apertado ou criaram uma espécie de “novelo” com um cipó. Quando se faz isso, o protetor das matas tenta desfazer o nó ou procurar a ponta do novelo para desfazê-lo. Dessa forma, sobra um tempinho para a vítima sair correndo.

O que significa Curupira, afinal?

Atribui-se a origem do termo “Curupira” aos índios Tupi. Três estudiosos dessa língua ancestral atribuem três significados distintos:

  • kuru’pir – que significa “corpo coberto de pústulas”;
  • curu+pira – que significa “corpo de menino”. O sufixo curu seria a contração de corumi (menino) + pira (corpo);
  • kuruba+pira – que em Tupi antigo significa “pele de sarna”. Kuruba significa “verruga” e “sarna” e pira é “pele”.

Curupira ou Kurupi?

Há quem acredite que a história do Curupira inspirou a criação do Kurupir, um personagem de lendas uruguaias, paraguaias e argentinas. O Kurupi também tem baixa estatura, é forte, protege animais e a floresta. Entretanto, ele tem uma característica bem peculiar…

Kurupir tem um pênis tão grande, que consegue dar várias voltas e amarrar na cintura! Ele também ataca caçadores e roceiros que porventura maltratem a natureza. No entanto, ele tem uma verdadeira atração por belas mulheres virgens.

Essas jovens eram sequestradas, violentadas e só liberadas do cativeiro quando estivessem grávidas. Geralmente, os filhos de Kurupi nasciam aos sete meses de gestação e não passavam dos sete dias de vida. Triste e chocante.

[Bônus!] Um ser elemental

Como a história inteira do Curupira gira em torno da natureza, podemos considerá-lo um ser elemental da terra com uma pitada de violência.

De acordo com a lenda, é preciso oferecer fumo e cachaça para acalmar o Curupira. Você também pode criar oferendas para os seres elementais, afinal, eles cuidam de nós e um agrado sempre faz bem.

Para os elementais da água, você pode criar uma bela fonte, ornada com pedras que absorvam energias negativas e emanem energias positivas.

Achama de uma vela aromática já é uma boa oferenda para os elementais de fogo. Em um momento calmo, peça pela proteção da natureza em silêncio, enquanto observa a chama dançar.

Os elementais da terra, como o curupira, amam e protegem tudo que vem da natureza. Oferte uma fruta da estação, deixando-a em um jardim bem bonito e agradável.

Por fim, os elementais do ar, que carregam a vida, notícias e inspiração em suas asas. Faça um sino dos ventos bem colorido, utilizando pedras e galhos como oferenda para esses seres iluminados.

Gostaram de saber um pouco mais sobre a história do Curupira e suas particularidades? Deixe seu comentário aqui embaixo, vamos gostar de ler. Aliás, converse com um dos nossos consultores para receber mensagens de luz!

Beijos e até a próxima!

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