Uma das mais interessantes medicinas da floresta, o kambô vem sendo utilizado há séculos pelos povos originários há muitos séculos. Também conhecido como vacina do sapo, o kambô é, na verdade, um remédio, extraído do veneno de uma rã, utilizado para purificação e cura mental, emocional e espiritual.
Os povos originários desenvolveram um conhecimento inigualável no tocante às medicinas naturais. Graças a uma sabedoria que une o físico ao espiritual e à harmonia com a Natureza, eles foram capazes de compreender muitos segredos ainda desconhecidos pela medicina tradicional.
Uma delas é o kambô, uma medicina ritual utilizada para limpar o corpo e a alma. Seu uso é tão poderoso que vem despertando o interesse de pessoas em todo o mundo. Aqui nesse artigo, vamos conhecer um pouquinho sobre essa tradição, seus benefícios, riscos e efeitos.
O que é a vacina do sapo kambô?
Índice do Conteúdo
Popularmente conhecida como vacina do sapo, o kambô é na verdade a secreção extraída da rã Phyllomedusa bicolor, também conhecida como rã-kambô, perereca-kambô, sapo-verde ou sapo-kambô.
Tido pelos povos originários como um dos importantes guardiões da floresta, este animal vive nas úmidas árvores da Floresta Amazônica. Em suas costas, possui uma secreção que, apesar de venenosa, pode ter poderes de cura se utilizada da maneira correta e controlada conhecida pelos povos da Natureza.
Povos indígenas como os Kaxinawá, Katukina, Yawanawá, Kaxinawá, Marubo e Matsés nos estados do Acre e Amazonas vêm utilizando esta secreção, a partir de conhecimentos ritualísticos e ancestrais, para promover a cura de diversos males que atingem o corpo e o espírito.

Como o Kambô é extraído do sapo verde
A secreção do sapo Kambô é retirada com todo o cuidado, por meio ritualístico. Para que possa ser utilizada sem causar danos, a vacina do sapo Kambô deve ser extraída por curandeiros experientes.
Após encontrarem a rã, eles amarram suas quatro extremidades e extraem o veneno de suas costas com uma pequena espátula. Feito isso, a secreção é colocada para secar, antes que possam ser utilizadas nos rituais.
Vale notar que esse procedimento é realizado sem causar danos ao animal. Por ser considerado uma entidade sagrada da floresta, o manuseio do sapo Kambô deve ser feito com respeito, num processo ritualístico que envolve até mesmo cânticos sagrados e orações.

O uso ritual do Kambô
Após sua extração e preparo, o ritual do Kambô é realizado com muito respeito e cuidado. Um curandeiro experiente aplica a secreção após fazer pequenas queimaduras na pele do paciente, que deve estar em jejum e ter bebido pelo menos três litros de água.
As sensações descritas pelo ritual do Kambô são bastante fortes. Geralmente, o corpo reage rapidamente, e é comum encontrarmos relatos de uma sensação de calor que se espalha por todo o corpo.
O ritual do Kambô então se desenvolve para sensações físicas. Comumente, náusea, vômitos e sudorese acontecem durante o processo, que se estende por cerca de 15 minutos. Para os curandeiros, isso acontece porque o corpo está se livrando de toxinas e energias que não são mais necessárias.
Vale lembrar, ainda, que o número de sessões e da dose dependem de cada um, e só podem ser estipulados por um curandeiro ou pajé experiente. Afinal, não se trata de uma substância de uso recreativo, mas sim de um ritual sagrado.
Os benefícios do Kambô
Pessoas que participam do ritual do Kambô relatam entre seus benefícios sensações de profunda limpeza energética, emocional, mental e física.
Os grupos indígenas vêem o Kambô como mais do que uma substância, mas um ritual com grande poderes mágicos e espirituais. Seu uso é capaz de retirar a “panema”, um estado de espírito em desarmonia que causa doenças e desânimo. Além disso, o uso ritual do kambô ajuda a atrair sorte na caça e nos relacionamentos, restabelecendo uma harmonia que atinge todas as partes do ser.
Segundo os curandeiros dos povos originários, entre os benefícios do ritual do Kambô estão:
- Clareza mental e emocional;
- Purificação do corpo, da mente e do espírito;
- Reconexão espiritual e aumento da percepção energética;
- Boa sorte na caça e no amor.
Quando realizado com o devido respeito, o ritual do Kambô pode ser uma experiência transformadora, capaz de harmonizar e integrar o corpo à Natureza.
Quer conhecer outras formas de neutralizar energias negativas? Confira nosso artigo sobre Limpeza espiritual!
Possíveis efeitos colaterais do Kambô
Como toda substância, o Kambô possui efeitos colaterais. Por se tratar de uma poderosa medicina da floresta, requer muito cuidado e estudo.
Os efeitos colaterais do Kambô podem gerar queda de pressão, desidratação e taquicardia. Em alguns casos, o uso do Kambô pode gerar alucinações, problemas respiratórios e convulsões, principalmente quando o contato é feito sem preparo. Afinal, vale lembrar que, em sua forma natural, o Kambô é o veneno deste animal conhecido como sapo-verde ou rã Kambô.
Vale, ainda, lembrar que não existem estudos científicos comprovados de seu uso. Trata-se, inclusive, de uma substância proibida no Brasil desde 2004, já que seu uso indevido pode causar grandes danos. Por isso, é essencial que a aplicação seja realizada de forma consciente e responsável.
Nas áreas do globo onde o uso dessa substância é liberada, a participação de curandeiros experientes no ritual de Kambô é fundamental. Num grupo responsável, uma conversa prévia é realizada para verificar a saúde mental, emocional e física do paciente. Gestantes, pessoas com problemas cardíacos ou de pressão alta, epilepsia ou até mesmo que usam certos medicamentos devem evitar o kambô.
Somente após confirmada a possibilidade de uso, o ritual do Kambô é realizado com o respeito e atenção que demanda a sabedoria milenar dos povos originários. Por isso, é importante ressaltar que o Kambô jamais deve ser utilizado sem acompanhamento e fora do contexto adequado.
Outras considerações importantes sobre o uso do Kambô
Agora que você já conhece um pouco mais sobre o ritual do Kambô, vale ressaltar mais uma vez a importância de seu uso de forma consciente. É muito importante ter em mente, sempre, que se trata de uma parte viva e sagrada da espiritualidade dos povos originários, e que por isso merece respeito, ética e consideração.
Como qualquer ritual espiritual, o Kambô não deve ser usado de forma leviana. Afinal, trata-se de uma ferramenta espiritual de autoconhecimento e transformação, passada de geração para geração entre os povos da floresta.
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